A adenomiose tratamento é um tema cada vez mais relevante para mulheres com dores menstruais intensas e sangramento abundante. Muitas confundem a adenomiose com a endometriose, mas são doenças distintas — com causas, características e abordagens terapêuticas diferentes. Neste artigo, o Dr. Luiz Rodrigo Ferreira, ginecologista especializado em cirurgia minimamente invasiva em Curitiba, explica as diferenças e as opções de tratamento disponíveis.

O que é adenomiose

A adenomiose ocorre quando o endométrio (tecido que reveste o interior do útero) cresce para dentro da musculatura uterina (miométrio). Isso causa um útero aumentado, doloroso e com sangramento irregular. É uma condição benigna, mas que prejudica significativamente a qualidade de vida. A prevalência estimada é de 20–35% das mulheres em idade reprodutiva, com maior incidência entre os 40 e 50 anos.

4 diferenças entre adenomiose e endometriose

A endometriose e a adenomiose envolvem tecido endometrial em locais anormais, mas diferem em vários aspectos. Primeira: localização — na endometriose, o tecido cresce fora do útero (ovários, trompas, peritônio); na adenomiose, cresce dentro da parede uterina. Segunda: o útero fica aumentado na adenomiose e geralmente normal na endometriose. Terceira: o diagnóstico da adenomiose é feito por ultrassom ou ressonância magnética, enquanto a endometriose frequentemente requer laparoscopia. Quarta: a adenomiose tratamento frequentemente pode ser feito com medicamentos, enquanto a endometriose grave quase sempre exige cirurgia.

Sintomas da adenomiose

Os sintomas mais comuns incluem dismenorreia intensa (dor menstrual), menorragia (sangramento menstrual abundante), útero aumentado e dor pélvica crônica. Algumas mulheres também relatam dor durante as relações sexuais (dispareunia). Em casos mais leves, a adenomiose pode ser assintomática. A infertilidade pode estar associada em mulheres com adenomiose difusa.

Diagnóstico: ultrassom e ressonância magnética

O diagnóstico da adenomiose é principalmente por imagem. A ultrassonografia transvaginal com profissional experiente detecta sinais característicos como heterogeneidade do miométrio, cistos miometriais e aumento uterino. A ressonância magnética oferece maior precisão diagnóstica, especialmente para adenomiose focal (adenomioma), que pode ser confundida com mioma. A biópsia não é necessária para o diagnóstico clínico.

Adenomiose tratamento: opções disponíveis

O adenomiose tratamento depende da gravidade dos sintomas, da idade da paciente e do desejo de gestação futura. As opções incluem: analgésicos e anti-inflamatórios (AINEs) para controle da dor; contraceptivos hormonais (pílula, anel vaginal, adesivo) para redução do sangramento; DIU hormonal (levonorgestrel) — altamente eficaz para controle dos sintomas na maioria das pacientes; análogos de GnRH para indução de amenorreia temporária; e cirurgia.

Quando a cirurgia é indicada

Quando os tratamentos clínicos falham ou a paciente não deseja preservar o útero, a histerectomia (remoção do útero) é a única cura definitiva para a adenomiose. Em mulheres que desejam gestação, a adenomiomectomia (remoção cirúrgica do adenomioma focal) pode ser tentada, mas com altas taxas de recidiva. A histerectomia robótica oferece vantagens como menor perda sanguínea, recuperação mais rápida e menor dor pós-operatória.

Adenomiose e fertilidade

A adenomiose difusa pode reduzir as taxas de implantação embrionária e aumentar o risco de aborto. Mulheres com diagnóstico de adenomiose que desejam engravidar devem discutir com seu ginecologista as estratégias para otimizar a fertilidade, incluindo o uso de análogos de GnRH antes da fertilização in vitro (FIV). Após a histerectomia, a gravidez não é mais possível, por isso o planejamento familiar deve ser discutido antes da cirurgia.

Consulte um especialista em ginecologia minimamente invasiva

Se você tem sintomas sugestivos de adenomiose ou já recebeu o diagnóstico, procure um ginecologista especializado em endometriose e adenomiose para avaliação individualizada. O DIU hormonal é frequentemente a primeira linha de tratamento e pode proporcionar alívio significativo. Segundo o FEBRASGO, a adenomiose afeta milhões de brasileiras e ainda é subdiagnosticada.

Agende sua consulta com o Dr. Luiz Rodrigo Ferreira em Curitiba — PR. Com experiência em cirurgia robótica ginecológica e tratamento da adenomiose e endometriose, ele oferece cuidado personalizado para cada paciente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *